NANDU
O Nandu é originário da América do Sul, pertence à família Rheidae e tem o nome científico de Rhea americana.
É considerada a maior ave brasileira (atinge 1,7m e 25kg), não voadora, que desenvolve velocidade de corrida de cerca de 60 km/h. No mundo só perde para o avestruz, que alcança 80 km/h. Apresenta grandes asas, que usa para manter o equilíbrio e mudar de direcção, quando em corrida, e uma plumagem cinzenta e castanha. As penas são usadas para a fabricação de adornos, espanadores e adereços para fantasias de Carnaval.
O acasalamento começa em Outubro. Na disputa entre os machos destacam-se as vocalizações, os saltos, as exibições das asas e do pescoço, ataques e expulsões.
O macho escolhe um local e faz o ninho. Cada fêmea põe de 10 a 18 ovos, brancos, com cerca de 0,6kg de peso. A incubação começa 5 a 8 dias após o início da postura e os ovos eclodem entre 39 e 42 dias e todos no mesmo dia.
Cada ninho pode comportar de uma dúzia a trinta ovos. É ao macho que cabe a responsabilidade exclusiva pelo chocar dos ovos. Alguns ovos, goros, exalam forte odor quando rompida a casca. O cheiro atrai grande quantidade de insectos, que formam a primeira fonte de nutrientes para os filhotes. Os jovens Nandus ficam ao cuidado do pai e atingem a idade adulta ao fim de dois anos.. Ao fim de duas semanas de idade, os filhotes alcançam meio metro de altura, sem contar com o pescoço.
O Nandu alimenta-se de gramíneas, leguminosas, e pequenos animais, como cobras, ratos, lagartos e insectos, tais como carrapatos e moscas, o que faz com que os agricultores não vejam a ema com bons olhos, contrariamente aos pecuaristas. O Nandu convive habitualmente nos mesmos espaços dos veados.